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Texto de Ananda Sgrancio
Aluna da Fundação Deolindo Perim e gestora do blog opniaoinutil.blogspot.com
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Não é só de festas italianas ou alemãs que se faz cultura. Há várias outras formas, como teatro, cinema, shows, exposições de arte, museus. Somos totalmente desprovidos destas últimas. Está e a realidade cultural das cidades interioranas. Não quero dizer que as festas da região não prestam. Pelo contrário! São movimentos culturais, mas restritivos a um povo, uma única coisa. Teatro, cinema, museus e exposições são abrangentes. Nos fazem refletir sobre o mundo em que estamos.
Existem iniciativas individuais e incentivos públicos para resgatar a cultura popular. Exemplos: o Museu da Segunda Guerra Mundial, em Afonso Cláudio, e a Lei Rubem Braga, de Vitória, oferecendo desconto no Imposto Sobre Serviço e no Imposto Predial e Territorial Urbano. Mas, de que adianta isso se a sociedade moderna não se importa e a família não incentiva? Como cobrar algo das autoridades que nem todos estão procurando?
Você, pai ou mãe, leva seus filhos ao teatro? Você, tio ou tia, leva os sobrinhos a visitar um museu? Você, professor ou professora, leva seus alunos a lugares interessantes? Nós, jovens, quando vamos a Vitória, buscamos teatro, cinema, museu, exposição de arte? Infelizmente, a sociedade não se importa se alguém tem cultura ou não. Parece-me que só o que interessa é se a pessoa tem padrão estético, dinheiro, carro, dentes bons, ambição, personalidade e boa formação escolar.
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