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Pedra Azul plantou trigo com sucesso no início dos anos 60 do século XX
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Texto de João Zuccaratto
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Você sabia que a região de Pedra Azul já produziu trigo? Sim. E isto aconteceu durante o Governo João Goulart, que assumiu em 8 de setembro de 1961 e acabou deposto pelos militares em 1º de abril de 1964. Como o Brasil importava quase tudo que consumia, criou-se um programa de incentivo ao plantio do cereal em todas as regiões propícias do País. E Pedra Azul foi uma delas. Isto, graças ao esforço de Joanito Campo, que trabalhava para o Ministério da Agricultura.
A experiência foi desenvolvida nas terras que eram do Ângelo Uliana e deram tão certo que, na colheita, o Joanito Campo organizou uma festa em comemoração. Foi um evento de marcar época na região, pois atraiu um sem número de pessoas. Veio, inclusive, o bispo de Vitória, dom João Batista de Motta e Albuquerque. Como quase ninguém tinha carro, todo mundo apareceu a cavalo, participar do almoço coletivo servido em enormes mesas montadas ao ar livre.
Segundo informações do casal Amélia Peterle e Laurindo Uliana, que moravam junto à roça de trigo, testemunhas vivas da festa, o Domingos Girardi doou um boi para o churrasco. Mas, antes dos comes e bebes, todos se reuniram para assistir uma missa rezada pelo bispo bem no terreno da frente da casa onde vivem até hoje. As atividades duraram o dia todo, com eleição de uma rainha e uma partida de futebol entre um time local e um de visitantes, de Lajinha.
Dona Amélia e o senhor Laurindo revelam que o trigo colhido acabou praticamente todo perdido, porque não havia para quem vender. E a experiência não foi adiante porque o maior entusiasta dela, Joanito Campo, foi assassinado logo depois. Numa recordação daquele dia, eles guardam a foto que ilustra esta matéria. Como fazem quase 50 anos desde que ela foi tirada, não se lembram mais de todos que aparecem na mesma, a não ser as pessoas mais importantes.
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Da esquerda para a direita, o primeiro é Laurindo Uliana; os três seguintes, inclusive os dois padres, eram de Venda Nova do Imigrante; o quarto, e mais alto, trabalhava para o Ministério da Agricultura; o sexto, ao lado do bispo, também era de Venda Nova do Imigrante; o sétimo é o bispo de Vitória, dom João Batista da Motta e Albuquerque; o oitavo é o Joanito Campo; e o último, o farmacêutico Roberto Feitosa
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